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Sobre não jogar RPG

Hoje eu tenho 33 anos e a muito tempo não consigo jogar RPG. Mas não é só um detalhe, não para você que jogou meses, todos os finais de semana em praças, na rua, casa de amigos, que já jogou todos os dias em suas férias e perdeu muito (mas muito tempo mesmo) planejando uma campanha maluca cheia de coisas legais que vem na sua mente, que já improvisou uma história do nada para distrair os amigos ou até mesmo copiou uma historia lida em uma HQ ou da Dragão Brasil ou contada por outro amigo em outra ocasião.

Não é só um detalhe para você que pulou de alegria quando chegou aquele livro de RPG que você comprou no financiamento coletivo, que você leu cada cantinho de regras e criou uma expectativa monstruosa para conseguir jogar e mostrar aquela forma incrível de jogar. Para você que comprou aquele livro super legal em um financiamento coletivo e se sente parte de alguém que colocou no mundo um novo jogo maluco e agora, fica com aquilo guardado na sua estante.

Não sou do tipo que fica conformado, não quando já participei de concursos de RPG e quase publiquei um livro que é o resultado da participação de um desses concursos, que já fiz parcerias com outros amigos autores e criou jogos bem legais e malucos. Já fui chamado de gordofóbico mesmo sendo gordão por um livro, já me chamaram de maluco por uma ideia minha. E já me chamaram de tantas e tantas outras por outras idéias...

Não quando você você cria uma blog e seu grupo de RPG cria OUTRO só para te zoar. Não quando você faz amigos na internet, gente de outros estados que tem mais intimidade com a sua vida que muito familiar. Não quando você tenta fazer encontro de blogueiros, quando você escreve em portais sobre RPG. Quando você você faz uma coluna de entrevista mostrando que existem mulheres que jogam RPG e elas são especiais, das mais diversas formas.

Tanto não é só um detalhe da minha vida, tanto nunca foi uma página virada que ainda perco meu tempo escrevendo sobre isso em páginas duvidosas da internet...

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